segunda-feira, 5 de maio de 2014

Coisa de mulher (#0097)

Identificar a fome emocional é o primeiro passo para livrar-se dela
Comentários 2

Rita Trevisan e Suzel Tunes
Do UOL, em São Paulo
  • Getty Images
    Sensações de ansiedade e tristeza aumentam a vontade de comer alimentos mais calóricos Sensações de ansiedade e tristeza aumentam a vontade de comer alimentos mais calóricos
Depois de uma decepção amorosa, uma mulher afoga as mágoas em um pote de sorvete, sentada no sofá,em frente à TV. Você já deve ter visto uma cena dessas em algum filme. Afinal, o hábito de comer por impulso é tão comum que já virou clichê de comédia romântica.

Nos filminhos da tarde, tudo fica bem no final. Na vida real, porém, quem persiste nesse comportamento pode ter sérios problemas de coração –dessa vez, literais, causados pelo aumento dos níveis de colesterol, que podem prejudicar o sistema cardiovascular. E isso sem falar nos outros inúmeros males relacionados à obesidade.
Em geral, o impulso de comer em situações de tristeza ou ansiedade nasce de uma tentativa do nosso cérebro de voltar ao equilíbrio neuroquímico, que fica desestabilizado quando vivenciamos fortes emoções.

"Alimentos ricos em açúcar e gordura, como o chocolate, podem aumentar a quantidade de certas substâncias em nosso cérebro. Estamos falando da serotonina e das endorfinas, que estão ligadas à sensação de bem-estar e prazer", explica a médica Ana Carolina Nader Vasconcelos Messias, diretora da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) do Rio de Janeiro.
Adriano Segal, diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) explica que essas alterações químicas têm origem em um mecanismo ancestral de resposta aos estímulos de estresse.

"O estresse é compreendido pelo organismo como uma ameaça à vida. Para reagir, o organismo busca estocar energia e é por isso que acabamos recorrendo a alimentos mais energéticos, ou seja, mais calóricos", afirma. Esse mecanismo adaptativo foi importante para a sobrevivência humana no tempo das cavernas, quando havia pouca oferta alimentar. "No nosso tempo, porém, ele é bastante ruim", diz o psiquiatra.
O grande problema é que a memória dessas sensações agradáveis proporcionadas pelo alimento faz com que as pessoas tenham a tendência de repetir o hábito sempre que surge um momento de estresse, ansiedade ou tristeza. E o pior é que a ingestão dessa comida altamente calórica não sacia adequadamente a fome.
"A ingestão de alimentos ricos em açúcar ou que são rapidamente transformados em glicose promove uma grande liberação do hormônio insulina na corrente sanguínea. Só que, com a insulina alta, a pessoa sente ainda mais fome e mais vontade de consumir alimentos doces. Por esse motivo, a ingestão de alimentos que rapidamente se transformam em glicose pode levar a um círculo vicioso", diz a endocrinologista Ana Carolina.
Ampliar

Conheça alguns mitos e verdades sobre transtornos alimentares 14 fotos

1 / 14
Pessoas com bulimia podem ter "ataque de gula". VERDADE: ao mesmo tempo que tem enorme preocupação com a forma física, pessoas com bulimia podem comer compulsivamente e chegar a consumir até 5 mil calorias em uma única vez (a ingestão normal por dia é algo em torno de 2.500). No entanto, a culpa e o medo de engordar faz com que usem mecanismos compensatórios, como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física Leia mais Thinkstock/Arte UOL

Emoções positivas também podem deflagrar a compulsão

Mas não são apenas as emoções negativas que podem favorecer a ingestão de alimentos calóricos, sobretudo os doces. Estados emocionais positivos também podem ser gatilhos para a compulsão alimentar, conforme afirma estudo realizado em 2006, por pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Eles descobriram que o alimento pode ser utilizado para intensificar os sentimentos positivos, como uma parte importante do ritual de celebrar.
"Há vários estudos sobre algo que chamamos de 'emotional eating', ou 'comer emocional', numa tradução literal. A expressão se refere ao hábito de comer em demasia em resposta a vários estímulos, não só os negativos como também os positivos", declara o psiquiatra Adriano Segal.
Segundo Sidney Chioro, neurologista e professor de psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), as emoções formadas no sistema límbico, área que fica no centro do cérebro, podem agir diretamente no hipotálamo, que é o centro da fome, gerando o impulso de comer.
"As pessoas, em geral, não têm a informação de que a emoção é uma corrente elétrica cerebral, que se forma no sistema límbico e, como qualquer corrente elétrica, pode seguir o trajeto certo ou o errado. Se seguir o trajeto correto, para o córtex cerebral, vai levar a soluções. Agora, se seguir o trajeto errado, para onde for vai causar problemas", afirma o neurologista.
E para quem já caiu na armadilha de comer além da conta, por impulso, e agora deseja emagrecer, Chioro indica outras técnicas, que vão muito além da dieta. "Se a pessoa apenas restringe o cardápio, até perde peso, mas não vai permanecer magra. Sua emoção continuará sendo direcionada para o lugar errado, provocando o impulso de comer, e ela voltará a engordar".
Libertar-se desse impulso é possível quando se aprende a lidar com as emoções, garante o médico. "Há treinamentos e técnicas psicoterápicas que ajudam a pessoa a identificar suas emoções e a canalizá-las corretamente", diz.
"O nutricionista pode ajudar a pessoa a separar as sensações físicas de fome e saciedade de outras necessidades ou impulsos para comer, como cansaço, raiva ou tédio. Já o terapeuta ou psicólogo pode ajudar a pessoa a pensar o que fazer com essas sensações", completa Cézar Vicente Jr, nutricionista do Genta (Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares), de São Paulo.
Abaixo, confira alguns sinais característicos da fome emocional e física, que ajudam a diferenciá-las com mais facilidade*:
Fome emocional:
Aparece repentinamente;
Envolve o desejo por um sabor ou um alimento específico;
Ocorre independentemente da última refeição;
Pode não desaparecer mesmo quando o estômago está cheio;
Desperta sentimento de culpa depois de ser satisfeita. 
Fome física:
Aumenta gradualmente;
É menos seletiva, se satisfaz com diversos tipos de comida;
Ocorre três a quatro horas após a última refeição;
Some quando o organismo está saciado;
Desperta sentimento de bem-estar quando é saciada.

Coisa de mulher (#0096)

Primeira impressão não precisa ser a que fica; cogite uma nova chance
Comentários 2

Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
  • Bianca Lucchesi/UOL
    A primeira impressão é a mais marcante, mas não precisa ser necessariamente a definitiva A primeira impressão é a mais marcante, mas não precisa ser necessariamente a definitiva
Se você costuma dizer que bastam alguns minutos de conversa para traçar a personalidade de alguém, precisa rever os seus conceitos –principalmente se for do tipo que volta e meia antipatiza com as pessoas à primeira vista. A primeira impressão não precisa ser, necessariamente, a definitiva. Dar uma segunda chance a alguém de lhe impressionar de forma positiva pode render boas surpresas.
De acordo com a psicóloga Mariana Iannuzzi, especializada em consultoria de imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology of New York), instituição de ensino superior nos Estados Unidos, nosso cérebro funciona baseado em padrões conhecidos, provenientes de experiências.

"A primeira impressão até pode não ser a que realmente fica, mas com certeza é a mais marcante. Quando temos uma primeira má impressão sobre alguém, nosso cérebro entende aquela pessoa como negativa nas situações seguintes. Por isso, refazer a programação requer tempo, esforço e persistência", diz.

Mas é bom analisar se a sensação negativa em relação à outra pessoa vem baseada em julgamentos precipitados. "Ela pode, por exemplo, ter uma semelhança física ou de comportamento com alguém que lhe fez mal no passado. Nesses casos, o resultado é você ficar na defensiva", exemplifica a psicóloga Heloisa Schauff.

Quando os valores demonstrados pela outra pessoa também são diferentes dos seus há o risco de antipatia imediata, também. "É essencial observar as pessoas com calma antes de julgá-las", fala Mariana.
Ampliar


Linguagem corporal ajuda a seduzir e a decifrar se sua investida está funcionando23 fotos

23 / 23
Para saber como usar a linguagem corporal a seu favor para conquistar mulheres, clique à esquerda. Para conquistar homens, clique à direita. Com consultoria dos especialistas em linguagem corporal Giovanni Mileo, do psicólogo e mestre em cognição e linguagem João Oliveira e de Paulo Sergio de Camargo, autor de "Linguagem Corporal: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais" (Ed. Summus). Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Orlando/UOL

As aparências enganam

Segundo Heloisa, quando conversamos com alguém, é de praxe tentarmos descobrir o que a outra pessoa está pensando ou sentindo. "O inconsciente vai percebendo e captando as expressões faciais, e não o que está sendo dito. Por vezes, a pessoa pode notar um sorriso falso ou uma expressão no olhar que não parece sincera", diz.
Mas as aparências enganam. É preciso ter cuidado para não haver equívocos, pois o outro pode estar tentando disfarçar um mau humor ou uma tristeza. A cara de "poucos amigos" nem sempre tem a ver com o interlocutor, mas ser reflexo de um dia ruim.
É fundamental ter cuidado e fugir de equívocos calcados em estereótipos. Um clássico exemplo é os dos tímidos, que muitas vezes acabam gerando uma impressão distorcida de arrogância ou antipatia.

"A falta de habilidade na comunicação pode parecer proposital, o que leva os outros a fazerem uma interpretação distorcida", conta a psicóloga Triana Portal, que completa: "Há indivíduos que se apresentam combativos, cheios de opiniões diretas, francas, falando alto e impondo suas idéias. Esses também causam impacto, mas conseguem se sair melhor do que os mais contidos. Já as pessoas que exageram na extroversão e nas emoções podem parecer fúteis e falsas".

Como é difícil saber todas essas sutilezas, reflita antes de firmar uma impressão. E dê uma segunda chance. Pode até acontecer de a imagem negativa ser reforçada, mas, nesse caso, você terá certeza de que não foi uma opinião gratuita. "Dê tempo para que a primeira impressão possa se confirmar ou se modificar. É preciso flexibilidade para mudar as impressões iniciais", fala Heloisa.

Para Triana, em alguns casos, nossas expectativas são altas demais –daí a tendência é ver de forma negativa aquilo que não corresponde ao que existe somente em nossa cabeça. "A probabilidade é que a realidade sempre se apresente de forma atenuada. Se esperamos muito, sempre o que virá será pouco. Não estou pregando que devemos desprezar nossos mecanismos instintivos de alerta, de repulsa, mas, sim, tentar entender, refletir sobre o que desencadeou uma emoção ruim", diz.
Ampliar


Interprete olhares e saiba o que as pessoas realmente estão pensando17 fotos

1 / 17
Nem sempre as pessoas dizem o que realmente estão pensando. Mas, com atenção, é possível interpretar o que elas sentem por meio dos olhares. "O olhar é um ótimo indicador das emoções", afirma o filósofo e especialista em linguagem corporal Ronaldo Antonio Cavalli, que ministra cursos na área. Para saber os significados de cada tipo de olhar, o UOL conversou também com o psicólogo e mestre em cognição e linguagem João Oliveira, autor de "Saiba Quem Está à sua Frente" (Ed. Wak) e o especialista em linguagem corporal Paulo Sergio de Camargo, autor de "Linguagem Corporal: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais" (Ed. Summus). Veja, a seguir, o que cada tipo de olhar realmente quer dizer. Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Jeff/UOL

Não quer causar má impressão?

E quando é você que tem a sensação de que não causou uma boa impressão e gostaria de ter uma segunda chance para mudar isso? Saiba que quem costuma transmitir uma imagem positiva interessar-se sinceramente pelos outros, faz elogios genuínos, sorri, chama pelo nome, fala de modo amigável, ouve mais do que fala durante uma conversa e respeita as opiniões divergentes.

"Mas claro que tudo isso tem de ser autêntico, caso contrário, a impressão negativa com certeza se confirmará", fala Heloisa. Mudar uma impressão ruim, de acordo com Triana Portal, é mais fácil na vida pessoal e amorosa do que em um ambiente profissional.

"Um primeiro encontro péssimo, por exemplo, pode ser resultado da ansiedade ou do nervosismo do pretendente, de problemas no trabalho ou outras questões. Quando não temos intimidade, não contabilizamos isso tudo. Enxergamos uma tela em que projetamos muito de nós mesmos e às vezes menos de realidade", diz.
A psicóloga Mariana Iannuzzi conta que as emoções são as principais responsáveis por transmitir mensagem ambíguas ou confusas nessas situações. "Os gestos, a expressão facial e o movimento do corpo nos denunciam. Por isso, saber o máximo de informações sobre a situação e, principalmente, qual é o seu objetivo naquele contexto, é o princípio para uma primeira impressão positiva. Assim, é possível se preparar", explica. Visualizar a situação e mentalizar como gostaria que ela acontecesse é uma boa estratégia.

coisa de mulher (#0095)

Transport trabalha mais glúteos e coxas do que caminhada
Comentários 2

 
  • O aparelho elíptico fortalece a musculatura, mas também causa mais pressão sobre a lombar do que caminhar O aparelho elíptico fortalece a musculatura, mas também causa mais pressão sobre a lombar do que caminhar
Caminhar e fazer exercícios nos aparelhos elípticos, popularmente conhecidos como transport, têm algumas características similares, e outras muito diferentes.
De acordo com uma série de estudos recentes, o treinamento no aparelho elíptico resulta em uma maior ativação dos músculos dos glúteos e das coxas do que caminhar, embora ative menos os músculos da batata da perna.
O treinamento no aparelho elíptico causa mais pressão sobre a lombar do que caminhar, algo que precisa ser levado em consideração por pessoas com problemas nas costas. Além disso, esse tipo de aparelho também envolve cargas menores.
De acordo com um estudo publicado este mês pela revista The British Journal of Sports Medicine, caminhar faz com que 112% do peso do atleta atinja o chão a cada passada, enquanto apenas 73% do peso é aplicado no treinamento elíptico. Essa pequena diferença é uma vantagem para pessoas com problemas nas juntas, mas uma desvantagem para quem deseja melhorar a saúde dos ossos.
Ampliar

Quer emagrecer? Então fique sabendo73 fotos

59 / 73
Em vez de contar as calorias do seu alimento, conte quantos minutos de exercício terá de fazer para queimar suas calorias. Pesquisadores da Johns Hopkins's Bloomberg School de Saúde Pública (EUA) realizaram um experimento em que lojas mostravam ao lado de bebidas a quantidade de calorias do produto, contagem de calorias e a quantidade de tempo de caminhada que seria necessário para eliminar as calorias consumidas. A conversão para os minutos de exercícios foi mais eficaz Leia mais Thinkstock
Entretanto, se o que você deseja é queimar calorias, parece não haver diferença entre caminhar e se exercitar no aparelho elíptico. Em um estudo publicado em 2010, estudantes universitários fizeram duas sessões de exercícios com 15 minutos de duração, uma delas em uma esteira, e a outra no aparelho elíptico.
Em ambos os casos, eles foram instruídos a manter um ritmo que fosse difícil, mas sustentável (o equivalente a quatro ou cinco em uma escala de intensidade de zero a 10). Ao longo das sessões, os pesquisadores monitoraram o consumo de energia dos voluntários e descobriram que os resultados foram os mesmos, a despeito do aparelho utilizado. A única coisa relevante era a intensidade – e é você quem decide isso.
Se caminhar rapidamente for menos cansativo que uma sessão no aparelho elíptico, comece a andar mais depressa; ou, se preferir, aumente ou diminua a resistência do aparelho elíptico.

Coisa de mulher (#0094)

Entenda o que é a depressão pós-parto

A doença que se manifesta no pós-parto pode atingir praticamente todas as novas mamães. A diferença está no grau que ela alcança, podendo ser mais grave em alguns casos
Redação

Nove meses se passaram. Muitas expectativas foram criadas. O bebê nasceu e agora é só alegria, certo? Nem sempre… Mais comum do que se imagina, a depressão pós-parto é uma doença grave e atinge uma grande parte das mulheres. Segundo pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), um terço das mães que utilizam o sistema público de saúde de São Paulo sofre da doença. Em escala mundial, o número é de 15%. Identificar e tratar a doença, além da compreensão por parte da família, são passos importantes para preservar a saúde da recém-mamãe e do bebê.
Entenda o que é a depressão pós-parto
Foto: Shutterstock Images
Atenção e compreensão
É normal a mulher se sentir insegura com o novo bebê, afinal, aquele pequeno ser é totalmente dependente, principalmente dela. Por isso, reações de tristeza e estresse são comuns nos dias pós-parto. Porém, se os sintomas duram mais de 14 dias é preciso procurar ajuda médica. Atitudes de rejeição em relação ao bebê são os principais sintomas. “Isolamento, não falar sobre o bebê, choro fácil e sentimento de raiva, isso nos casos mais graves”, esclarece o psicólogo Eduardo Coutinho Lopes.
Nesse momento é fundamental que todos que estão envolvidos, como o pai e familiares, não julguem, acreditando ser crueldade da mãe. “Todas as mulheres experimentam a depressão pós-parto, só que os níveis variam de uma pra outra”, explica o especialista. Segundo Lopes, não existe uma faixa etária mais propícia a desenvolver a doença. O que é comum é o surgimento da doença na segunda gestação.
Por quê?
As causas podem ser várias, mas as principais são a queda abrupta de hormônios, história de depressão na própria mãe ou na família e a grande ansiedade que agrava as expectativas quanto à criação do bebê. Ainda de acordo com ele, a doença não tem relação com a forma como é feito o porto, pois ela se desenvolve ao longo do período da gestação.
Prevenção
O pré-natal é essencial por diversos motivos e detectar a depressão é um deles. O médico deve ficar atento a sinais compulsivos e ao histórico da paciente. Caso seja notada alguma variação anormal, é indicado que a gestante seja encaminhada para um tratamento psicológico antes do nascimento.
Tratamento
“O melhor é procurar um atendimento psicoterápico, psicanálise e, em casos mais graves, um serviço de psiquiatria”, lembra o psicólogo. Quando o diagnóstico é confirmado, geralmente inicia-se um tratamento à base de antidepressivos, sempre prescrito por um médico. A família deve tomar o controle da situação, cuidando do bebê e sem pressionar a mãe. A mulher deve se  sentir segura para melhorar, sem estar sobrecarregada de responsabilidades.
E o bebê?
Muitos profissionais da medicina acreditam que a relação mãe-bebê é crucial para o desenvolvimento do pequeno. Assim, a depressão poderia afetar o recém-nascido. “O não acolhimento pode sem levar a um mau desenvolvimento da criança”, ressalta o psicólogo. Como a mulher depressiva não está em condições de se entregar a esses cuidados, a responsabilidade é passada para o pai ou parentes próximos. Assim que o quadro da mãe estiver estável, ela voltará aos poucos a dar atenção ao filho, sem maiores consequências.
Baby blues
Originário dos Estados Unidos, o termo se refere à alteração de humor na mamãe após o nascimento do bebê, geralmente entre o terceiro e o quinto dia após o parto. Também conhecido como melancolia do pós-parto, o baby blues tem sintomas parecidos  com os da depressão pós-parto, mas não é considerado uma doença, pois dura pouco e a recuperação acontece espontaneamente. Costuma ser recorrente, atingindo de 50% a 80% das mulheres e é necessário atenção aos sintomas, para que o quadro não evolua para a depressão.

Vi noticias (#340)


Vazão das Cataratas do Iguaçu dobram com fortes chuvas na região; Veja fotos

Com o aumento da vazão de água devido as fortes chuvas que já desabrigaram milhares de pessoas na região, a vazante nas Cataratas passou de 1,5 para 5 mi de litros por segundo. O espetáculo que já é lindo fica ainda mais belo com o aumento da vazante

 
Em meio a tanta tristeza com os estragos causados pelas fortes chuvas no Paraná que já desalojou mais de 11 mil pessoas, uma notícia é boa. Com a grande quantidade de água, a vazão das Cataratas do Iguaçu mais que triplicou nos últimos dias e deu um espetáculo a parte. A vazante nos dias comuns é de 1,5 milhão de litros/segundo e no final de semana chegou a 5 milhões litros por segundo. Se nos dias comuns as Cataratas do Iguaçu são lindas, com o aumento da quantidade de água o espetáculo é ainda maior.
No período em que a vazão está normal, as Cataratas possuem cerca de 100 quedas d'água, mas quando aumenta o nível das chuvas na região e a vazante cresce, este número sobe para até 275 quedas. O recorde de volume de água ocorreu em junho de 2013, quando a vazão chegou a incríveis 17 milhões de litros/segundo, mais de 10 vezes o normal. O aumento foi tão grande que a passarela que dá acesso a "Garganta do Diabo" foi fechada por medida de segurança, na época.
Cataratas do Iguaçu
As Cataratas do Iguaçu ficam na divisa entre o Brasil e a Argentina na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. Por mais que 80% delas fiquem do lado Argentino, o melhor lugar para assistir a este show da natureza é em terras brasileiras. Aqui estão posicionados os melhores mirantes. Visitadas por mais de três milhões de turistas nos últimos dois anos, elas são um verdadeiro paraíso natural da vida ecológica.
As Cataratas abrangem muito mais do que apenas as quedas d'água. O Parque Nacional do Iguaçu possui mais de 250 mil hectares de florestas e é considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Em 2011, o local concorreu como uma das “7 Maravilhas Naturais do Mundo”.
São 2,7 quilômetros de extensão cobertos por um conjunto de 275 quedas d'água que variam entre 64m e 82m de altura. A principal queda é a da Garganta do Diabo que possui forma de "U" e mede 150m de largura por 82m de altura e 700m de comprimento. A queda brasileira possui o segundo maior fluxo de água do mundo, só perdendo para as Cataratas do Niagára. São 1.746 m³/s contra 2.400 m³/s das Cataratas localizadas na América do Norte.
Como chegar
Ao contrário de outros pontos turísticos brasileiros, as Cataratas possuem fácil acesso por vários lados. Ela é cercada por dois aeroportos internacionais, um do lado brasileiro e outro do argentino. No Brasil fica o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, já na cidade de Puerto Iguazú (Argentina) fica o Aeroporto das Cataratas del Iguazú.
A forma mais fácil de chegar até o local pelo lado brasileiro é através de ônibus ou táxi. O Parque está localizado a cerca de 20 quilômetros da cidade de Foz do Iguaçu, então não é recomendado ir caminhando. Como é proibido entrar com carro particular, o ideal é pegar uma das diversas linhas de ônibus gratuitas que levam turistas até a entrada. Porém, quem preferir ir de carro poderá utilizar o estacionamento do próprio parque, mas terá que pagar R$ 15 pela diária.
Serviço
http://www.cataratasdoiguacu.com.br
Local: Rodovia BR-469 (Km-18)
Fone: (45) 3521-4400
Horário: 9h às 17h (inclusive domingos e feriados)
Preços: R$ 28,80 para adultos e de R$ 7,50 para crianças
Veja as fotos paradisíacas das Cataratas do Iguaçu
.
A forma mais fácil de chegar até o local pelo lado brasileiro é através de ônibus ou taxiA forma mais fácil de chegar até o local pelo lado brasileiro é através de ônibus ou taxi - Foto: Nikolas Moya

.

As Cataratas da Foz do Iguaçu possuem 2,7 quilômetros de extensão cobertos por um conjunto de 275 quedas d'água que variam entre 64m e 82m de alturaAs Cataratas da Foz do Iguaçu possuem 2,7 quilômetros de extensão cobertos por um conjunto de 275 quedas d'água que variam entre 64m e 82m de altura - Foto: Cesar I. Martins
.
As Cataratas do Iguaçu ficam na divisa entre o Brasil e a ArgentinaAs Cataratas do Iguaçu ficam na divisa entre o Brasil e a Argentina - Foto: Rodrigo Soldon

.

Os melhores locais para avistar as Cataratas estão no lado brasileiroOs melhores locais para avistar as Cataratas estão no lado brasileiro - Foto: Gabriel Rocha

.

As Cataratas foram visitadas por mais de três milhões de turistas nos últimos dois anosAs Cataratas foram visitadas por mais de três milhões de turistas nos últimos dois anos - Foto: Justin Otto

.

O Parque Nacional do Iguaçu possui mais de 250 mil hectares de florestasO Parque Nacional do Iguaçu possui mais de 250 mil hectares de florestas - Foto: Rodrigo Soldon

.

O Parque Nacional do Iguaçu é considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCOO Parque Nacional do Iguaçu é considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO - Foto: Cesar I. Martins

.

As Cataratas da Foz do Iguaçu possuem o segundo maior fluxo de água do mundo, só perdendo para as Cataratas do NiagáraAs Cataratas da Foz do Iguaçu possuem o segundo maior fluxo de água do mundo, só perdendo para as Cataratas do Niagára - Foto: Rodrigo Soldon
.
As Cataratas da Foz do Iguaçu são um verdadeiro paraíso natural da vida ecológicaAs Cataratas da Foz do Iguaçu são um verdadeiro paraíso natural da vida ecológica - Foto: Cesar I. Martins

.

Ao contrário de outros pontos turísticos brasileiros, as Cataratas possuem fácil acesso por vários ladosAo contrário de outros pontos turísticos brasileiros, as Cataratas possuem fácil acesso por vários lados - Foto: Cesar I. Martins

.

O Parque está localizado a cerca de 20 quilômetros da cidade de Foz do IguaçuO Parque está localizado a cerca de 20 quilômetros da cidade de Foz do Iguaçu - Foto: Je Corrius

.

O Parque Nacional de Foz do Iguaçu abrange muito mais do que apenas as CataratasO Parque Nacional de Foz do Iguaçu abrange muito mais do que apenas as Cataratas - Foto: Cesar I. Martins

.

A principal queda é a da Garganta do DiaboA principal queda é a da Garganta do Diabo - Foto: Cesar I. Martins

.

A Garganta do Diabo possui forma de "U" e mede 82m de altura por 150m de largura e 700m de comprimento - Foto: Justin Otto

.

Como é proibido entrar com carro particular, o ideal é pegar uma das diversas linhas de ônibus gratuitas que levam turistas até a entrada do ParqueComo é proibido entrar com carro particular, o ideal é pegar uma das diversas linhas de ônibus gratuitas que levam turistas até a entrada do Parque - Foto: Cesar I. Martins

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Coisa de mulher (#0093)

Câncer às vezes é tratado sem necessidade, mas ninguém sabe quando é o caso

Denise Grady
The New York Times
  • Keith Negley/The New York
    Parte dos minúsculos tumores achados na mamografia nunca iria crescer ou ameaçar a vida da paciente Parte dos minúsculos tumores achados na mamografia nunca iria crescer ou ameaçar a vida da paciente
"Mamografia" virou uma palavra polêmica nos últimos anos, com pesquisadores questionando seu valor e outros defendendo-a com firmeza.
Uma crítica muito perturbadora é de que o exame de mamografia pode levar ao excesso de tratamento, no qual algumas mulheres passam por terapias cansativas – cirurgia, rádio e quimioterapia – porém desnecessárias. Na verdade, estudos estimam que cerca de 19% das mulheres com câncer de mama diagnosticado pela mamografia acabam recebendo tratamento em excesso.
Segundo os pesquisadores, o problema acontece porque a mamografia pode exagerar no diagnóstico, ou seja, parte dos minúsculos tumores que ela encontra provavelmente nunca iria crescer nem ameaçar a vida da paciente. Porém, elas são tratadas mesmo assim.
Então, onde estão as mulheres que receberam esse excesso de tratamento? Não se sabe.
De acordo com os estudos, elas estão em algum lugar. Entretanto, as cifras sobre o excesso de tratamento são baseadas em teorias e cálculos, não na contagem das pacientes que passaram por isso. Ninguém pode apontar uma determinada mulher e falar: "Essa é a paciente que passou por esse transtorno sem motivos".
O diagnóstico exagerado não é o mesmo que falso positivo, no qual um exame como a mamografia inicialmente sugere um problema que de não fato não existe. Os falsos positivos são assustadores e caros, mas o excesso de tratamento é o potencial dano da mamografia que mais preocupa aos médicos, segundo artigo publicado na semana passada em "The Journal of the American Medical Association".
Contudo, os autores também sustentam que as estimativas da frequência com que ocorre o excesso de diagnóstico e de tratamento estão entre as menos confiáveis e mais polêmicas de todos os dados a respeito da mamografia.
Ampliar


Especialistas esclarecem mitos e verdades sobre o câncer de mama17 fotos

12 / 17
Quem já teve câncer de mama uma vez nunca mais terá a doença. MITO - É comum as pessoas acreditarem que quem teve câncer uma vez nunca mais terá a doença na vida. Infelizmente, isso não é verdade. "Sempre existe uma chance de ter um novo câncer de mama ou ainda um câncer em outro órgão", explica Sérgio Masili, mastologista do Instituto do Câncer de São Paulo e da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) Leia mais Arte UOL/Thinkstock
Crescimento lento
No passado, pensava-se que o diagnóstico exagerado aplicava-se principalmente ao carcinoma ductal infiltrante, crescimento mamário que pode ou não se revelar canceroso. Agora, pesquisadores acreditam que cânceres invasivos também recebem excesso de diagnóstico e de tratamento pela mamografia.
O conceito de excesso de tratamento é baseado na crença de que nem todo câncer de mama é mortal. Alguns não crescem, suspeitam pesquisadores, e alguns crescem tão lentamente que a paciente provavelmente irá morrer de outra coisa, principalmente se ela for idosa ou tiver outros problemas de saúde.
Contudo, a mamografia pode encontrar todos esses tumores, até mesmo os pequenos demais para serem sentidos. E médicos e pacientes raramente esperam para ver – assim que o tumor é detectado, é tratado, porque ninguém sabe distinguir os perigosos dos que podem ser deixados de lado com segurança.
"Todos têm um relato de um ponto pequeno na mamografia ano após ano que finalmente passou por biópsia e cujo resultado deu positivo – invasivo, de baixo grau", conta Constance Lehman, radiologista do Centro de Câncer Fred Hutchinson e diretora de imagiologia da mama da Universidade de Washington, em Seattle.
Ampliar


Você Manda: internautas narram histórias de luta contra o câncer11 fotos

1 / 11
Por Larissa Meira - Por causa do tratamento intenso me mudei para São Paulo com a minha família, aqui conheci meu marido e em 2012 recebi o maior presente que poderia imaginar, Maria Rosa, minha filha. Foram anos de quimioterapia, radioterapia, cirurgias, U.T.I., transfusões, tratamentos alternativos e exames exaustivos. E eu tenho certeza que eu não conseguiria pela minha força e sozinha. Não acredito em coincidência, acaso ou sorte. Eu acredito que o mesmo Deus que me deu a vida um dia, soprou ela novamente em mim. Passei por várias situações onde as chances de sobreviver eram muito pequenas e de alguma forma me "acostumei" a viver apesar das incertezas. Eu não trocaria tudo o que aprendi com Deus e com os outros por uma vida saudável, onde tudo daria certo de acordo com os "meus planos", por que não existe prazer maior do que viver pela fé Leia mais Arquivo pessoal
Como é o cálculo
De onde vêm as estimativas numéricas do excesso de diagnóstico? Em vários estudos com mamografia, mulheres consideradas como possuindo o mesmo risco de câncer de mama foram escolhidas ao acaso para fazer o exame ou não. No começo, mais cânceres eram esperados no grupo que fazia mamografia porque o exame pode encontrar tumores pequenos.
Ao longo do tempo, os grupos deveriam estar nivelados porque se os tumores pequenos no grupo que não fez o exame realmente fossem mortais, eles teriam crescido a ponto de serem sentidos ou causado outros sintomas.
Porém, em vários estudos, o número de casos de câncer no grupo sem o exame nunca se equiparou ao do grupo da mamografia. Para os pesquisadores, o motivo para a diferença se deve ao fato de que deveriam existir mulheres no grupo sem o exame que tiveram cânceres não diagnosticados e que não cresceram – e, portanto, não precisaram de tratamento.
A próxima etapa é subtrair o número de cânceres no grupo sem o exame do número das que foram examinadas. O resultado é a estimativa de quantas mulheres no grupo da mamografia receberam tratamento em excesso.
"Não sabemos individualmente quais eram essas mulheres", afirma Lydia E. Pace, do Brigham and Women's Hospital, uma das autoras do novo estudo. "Tudo que sabemos é a proporção, e muita gente defenderia que não sabemos qual é essa proporção".
Ampliar


Australiana perde amigos no Facebook ao postar fotos de cicatrizes do câncer6 fotos

1 / 6
A australiana Beth Whaanga, 33 anos, decidiu postar no seu perfil do Facebook fotos em que, só de calcinha, mostra as terríveis cicatrizes deixadas pelas cirurgias e tratamento contra o câncer de mama. Mais de 100 amigos a excluíram por isso Leia mais Nádia Masot/Reprodução/Facebook
Estudo canadense
Esse tipo de cálculo foi utilizado num estudo canadense com aproximadamente 90 mil mulheres, publicado em fevereiro em "BMJ". Os autores descobriram que depois de 15 anos havia um "excesso residual" de 106 cânceres invasivos no grupo da mamografia. Os autores atribuíram o fato ao excesso de diagnóstico e disseram que ele representava 22% dos 484 cânceres invasivos encontrados pela mamografia. Eles concluíram que, para cada 424 mulheres do estudo que fizeram mamografia, uma recebeu o diagnóstico exagerado.
Outros estudos estimaram o excesso de diagnóstico de outras maneiras, com enormes variações nos resultados, informando que entre cinco e 50% dos cânceres encontrados nas mamografias são diagnosticados em excesso. Para deixar claro que os números são incertos, alguns oferecem variações. Por exemplo, um sustenta que se 10 mil mulheres de 50 anos fizeram mamografias anuais durante dez anos, de 30 a 137 mulheres terão diagnóstico exagerado.
É assustador considerar a perspectiva de que a mamografia possa levar ao terreno perigoso da cirurgia, quimioterapia e radioterapia desnecessárias, com todos seus riscos e efeitos colaterais, porém, os números sobre o excesso de diagnóstico são todos díspares, revelando-se uma base instável sobre a qual tomar decisões importantes.
A melhor esperança para resolver a confusão pode estar em testes moleculares que detectem a diferença entre tumores perigosos e os que não devem crescer, mas tais testes só existirão no futuro.
Ampliar


Fotógrafo retrata cicatrizes de mulheres que tiveram câncer de mama14 fotos

1 / 14
Para conscientizar as mulheres mais jovens sobre o câncer de mama, o fotógrafo David Jay criou o "The Scar Project"s" (Projeto de Cicatriz, em tradução livre) para fotografar mulheres diagnosticadas com a doença que passaram pela mastectomia (retirada da mama) David Jay/The SCAR Project/http://www.thescarproject.org

Vi noticias (#339)

Papa preside serviços do Domingo de Ramos com aparência cansada

CIDADE DO VATICANO, 13 Abr (Reuters) - O papa Francisco presidiu os serviços de Domingo de Ramos ante mais de 100 mil pessoas, abrindo duas semanas cheias de atividades, incluindo a Páscoa e a canonização de dois papas.
Os fiéis acenaram com ramos de palmeiras e oliveiras enquanto o papa argentino de 77 anos, cujo pontificado já dura 13 meses, entrou na praça em um jipe branco e parou para abençoar os ramos.
O pontífice, usando vestimentas vermelhas, parecia cansado no início da cerimônia e foi particularmente solene quando fez um sermão de improviso, deixando de lado o que havia preparado.
Mais tarde, no entanto, o papa pareceu mais animado quando cumprimentou jovens segurando ramos de palmeiras e foi conduzido ao redor da praça para que mais pessoas no meio da multidão pudessem vê-lo.
O Vaticano estima a multidão em mais de 100 mil pessoas.
O Domingo de Ramos marca o dia em que, segundo a Bíblia, Jesus entrou em Jerusalém sob os aplausos da multidão, cerca de uma semana antes do dia em que cristãos acreditam que ele ressuscitou dos mortos.
O papa Francisco falou dos eventos que ocorreram nos dois últimos dias da vida de Jesus e pediu a seus ouvintes que pensem muito sobre a quem se assemelham mais, àqueles que ajudaram Jesus ou àqueles que o condenaram, traíram ou eram indiferentes ao seu destino.