quarta-feira, 7 de maio de 2014

Coisa de mulher (#0100)

Peeling superficial, médio ou profundo? Veja qual é adequado para cada pele

 
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  • Peelings podem ser superficiais, médios ou profundos. Como a escala sugere, eles agem em diferentes camadas da pele Peelings podem ser superficiais, médios ou profundos. Como a escala sugere, eles agem em diferentes camadas da pele
Imagine um tratamento versátil que pode resolver desde problemas simples, como linhas finas e pele cansada, até sintomas difíceis de tratar, como rugas profundas, marcas de acne, manchas e flacidez? Este coringa é o peeling; palavra que vem do inglês e, em português, significa descascar. Feito com esfoliações mecânicas ou aplicação de substâncias químicas no rosto, suas diversas variações prometem restaurar a pele da região.
"A pele fica renovada quando as células velhas dão lugar a novas. Além de clarear manchas, fechar os poros e promover uma limpeza profunda, o peeling deixa a cor e o aspecto melhores e é possível sentir a diferença já na primeira vez que se lava o rosto [ao retirar o produto]", afirma a dermatologista Patricia Rittes, de São Paulo.
Justamente por deixar a cútis fina e sensível, a melhor época para fazer o procedimento é no outono e no inverno, como explica a dermatologista Silvia de Mello, do Núcleo de Saúde e Beleza da Clínica Ivo Pitanguy, do Rio de Janeiro: "Com o sol mais ameno, o risco proveniente da descamação é menor. Mas, mesmo assim, fica proibido se expor para evitar manchas e pele queimada". "A falta de proteção solar pode levar à hiperpigmentação pós-inflamatória, que é muito difícil de tratar, assim como as manchas, por isso todo cuidado é pouco", completa Patricia.
Muitas possibilidades
Os peelings podem ser superficiais, médios ou profundos. Como a escala sugere, eles agem em diferentes camadas da pele. "A diferença é a substância aplicada, quantas camadas serão trabalhadas e a associação que se faz com os ativos", afirma Silvia. A indicação de um ou outro tipo de peeling vai depender de uma criteriosa análise médica e do sintoma a ser tratado. "O princípio de todos os peelings é o mesmo: há uma destruição programada de partes da epiderme e/ou derme, seguida da regeneração dos tecidos. Ao ser agredida, a pele busca se defender produzindo colágeno e esse mecanismo trata o sintoma em questão", explica Silvia.
Ainda é possível potencializar essa base de tratamento. "Quando a paciente tem manchas e rugas, por exemplo, é usado um ativo para a mancha e outro para a ruga. Se o pigmento está na superfície, ele sai com um peeling superficial. Mas, se estiver na camada média, é indicado um peeling médio", conta Patricia Rittes. Em tempo: a combinação de peelings e laseres, no mesmo procedimento, é tiro e queda, segundo Patricia. "Pode-se usar o laser para rugas profundas e flacidez, e o peeling em regiões menos marcadas, como linhas finas e manchas. A associação é eficaz, com uma cicatrização fácil e rápida." Abaixo, conheça diferentes tipos de peeling:
Superficiais
É um tratamento leve e sua vantagem é a recuperação da pele, que não fica tão vermelha e sofre descamação suave por, no máximo, dois dias. É indicado para peles oleosas, com acne, com manchas claras ou poros dilatados, deixando-as uniformes e luminosas. O tratamento pode ser repetido a cada 20 dias. Outro bom exemplo de peeling superficial é o físico, de cristal e diamante, aplicado com as mãos de feito com microcristais de hidróxido de alumínio e diamante uma ponteira diamantada que, respectivamente, lixa a pele e esfolia.
Médios
Os peelings médios são um pouco mais agressivos, pois atingem camadas mais profundas que os superficiais. Dependendo da tolerância à dor, alguns pacientes podem necessitar de anestesia. Geralmente, cicatrizam depois de quatro dias, mas a derme tende a ficar vermelha e com cascas grossas, de tom amarronzado. É preciso, no mínimo, um mês para voltar ao seu estado natural. É indicado para quem tem manchas superficiais, médias ou profundas e sardas. Melhora a textura e o viço da pele, fecha os poros e ameniza rugas finas.
Após o tratamento, é necessário ficar em casa até terminar a descamação, o que pode demorar até sete dias. Nas semanas seguintes (até completar um mês), é possível camuflar a vermelhidão com maquiagem e voltar ao trabalho. Em média, esse peeling deve ser feito a cada seis meses.

Profundos
São mais agressivos, pois as concentrações das substâncias atingem os tecidos cutâneos, requer anestesia e, em alguns casos, sedação. Precisam de 15 a 20 dias para cicatrizar. Em compensação, o estímulo de colágeno é enorme, o que favorece ainda mais rejuvenescimento. É indicado para quem deseja tratar rugas profundas, cicatrizes de acne, manchas resistentes e flacidez média.

No peeling profundo, as concentrações dos ativos são mais altas. Potentes na produção de colágeno, esses ativos favorecem o rejuvenescimento do rosto, combatendo as rugas e atenuando manchas, além de suavizar as cicatrizes de acne.

Após o tratamento, a pele fica vermelha, formam-se cascas e crostas que vão cair em até 15 dias, mas a vermelhidão pode chegar a até 30. Quanto ao sol, fica proibido se expor por pelo menos dois meses, além de ser obrigatório o uso de protetor solar com FPS alto durante esse período. Pela intensidade de seu efeito, esse peeling requer um intervalo de, no mínimo, seis a oito meses.

                    

 

Coisa de mulher (#0099)

Aprenda a limpar e conservar as roupas de couro
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  • Tanto o couro quanto os materiais sintéticos não podem ser lavados com água como os outros tecidos Tanto o couro quanto os materiais sintéticos não podem ser lavados com água como os outros tecidos
O couro é um desses materiais nobres que atendem a diversas aplicações e nunca saem de moda. A beleza e a versatilidade, entretanto, têm um preço e, assim, foram desenvolvidos produtos sintéticos com aparência e textura bem próximas às do natural, mas com um custo menor. Outra semelhança entre os dois é a necessidade de alguns cuidados de conservação e limpeza para durarem mais e não desbotarem. Veja a seguir.

Limpeza

A regra de ouro é: couro e água não combinam. Por isso, a melhor forma de limpá-lo é com um pano úmido, bem torcido, sem nenhum tipo de produto químico. Esqueça sabão neutro, detergentes ou álcool. As peças sintéticas são menos sensíveis que o couro, mas devem seguir a mesma forma de limpeza.
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Veja como montar looks originais com couro56 fotos

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ESTAMPA ANIMAL - Quando o assunto é combinar estampas de bichos com couro, o ideal é apostar em misturas de materiais. Não tenha medo do mix de cores, mas use o bom senso. Nesse caso, a camiseta de onça traz apenas detalhes de couro nas mangas e a calça, em material "fake", é colorida, porém tem um tom mais fechado, com zíperes discretos no quadril, para não aumentar a silhueta. O acessório também valoriza a pele animal, em cores menos óbvias, como rosê, nude ou vinho Leia mais Divulgação

Como guardar

Mantenha as roupas em local fresco e arejado. Elas devem ficar penduradas em cabides, com espaçamento para ventilação e protegidas por uma capa de TNT. Peças que são guardadas em gavetas também podem ser acondicionadas em sacos de TNT. Esse tipo de embalagem permite a troca de ar e evita a formação de mofo. Dê preferência aos cabides, pois eles não formam vincos.

Chuva, umidade e mofo

Ao tomar chuva ou neve, retire o excesso de umidade da peça com um tecido limpo e seco e deixe secar naturalmente, em ambiente interno e arejado, até que esteja completamente seca. Esse processo pode demorar até quatro dias. Nunca use aquecedores ou secador de cabelo. Caso apareçam manchas de mofo, o melhor a fazer é limpar com um pano levemente úmido, bem torcido, e deixar por alguns minutos sob o sol ameno. Mas antes cubra com um tecido de algodão, para evitar que perca a coloração original.

Manchas líquidas

Se algum líquido cair na roupa de couro, use primeiro um lenço de papel para absorver o excesso e depois limpe com um pano, sempre com movimentos da borda para o centro, para evitar o aumento da marca. Se a mancha resistir, umedeça levemente o pano com água, torça e esfregue o local com cuidado.

Pode passar?

Alisar o couro com ferro de passar deve ser evitado. Mas se a roupa apresentar vincos fortes por conta do tempo que ficou guardada ou dobrada, passe a peça com ferro em temperatura de 70 ºC com uma toalha por cima. Nunca coloque o ferro diretamente no couro e muito menos use a função vapor. Nunca passe as peças sintéticas. Como elas são feitas de polímeros, podem derreter mesmo com a proteção de uma toalha.

Cuidados extras

  • Não deixe o couro em contato com peças claras no guarda-roupa, pois ele pode manchar outros itens.
  • O contato direto do couro com a pele pode absorver a oleosidade e provocar manchas na peça.
  • Para prevenir rachaduras, hidrate periodicamente as peças com glicerina para calçados, à venda em lojas especializadas.
  • Evite guardar couro em embalagens plásticas: elas não permitem a troca de ar com o ambiente, propiciando a proliferação de fungos e mofo.
  • Os cabides de madeira, bem largos, são ideais para guardar jaquetas e blusas. Eles evitam deformidades nos ombros das peças.
  • Saias devem ser penduradas pelas fitas internas em cabides com gancho lateral. Cabides com presilhas marcam o cós.
  • A cada seis meses, tire as peças do armário e deixe que ventilem em local seco e sem luz por um dia.

Chame pelo nome certo

Tecnicamente, somente a pele animal deve ser chamada de couro. Segundo a legislação brasileira, os materiais sintéticos não podem receber essa terminologia. O uso do termo "couro sintético" foi proibido para evitar a confusão entre os consumidores. As lojas e confecções classificam como "material sintético" as peças que parecem couro, mas são feitas de polímeros, fibras vegetais ou tecidos resinados.
 
Já o couro ecológico ou couro vegetal tem origem animal, com a diferença que ele foi curtido em extratos vegetais, reduzindo o impacto ambiental do processo de acabamento. Esse tratamento químico, que acontece nos curtumes, é fundamental para interromper a deterioração do couro, deixando o material resistente por décadas, quando bem conservado.

Vi noticias (#342)

Quando uma doença genética deve ser investigada?

O mapeamento genético pode ser feito se qualquer pessoa de sua família apresentar uma doença hereditária

Escrito por: Ciro Martinhago    
Hoje em dia esta é a pergunta mais comum ouvida por profissionais da Genética: devo fazer um mapeamento genético? E a resposta invariavelmente começa com um "depende". Depende de sua história familiar, dos seus hábitos de vida e da sua capacidade para ouvir e lidar com resultados indesejados. 
Vou estender a resposta, ilustrando-a com quadros clínicos. Um casal já havia perdido um filho para a fibrose cística. Ambos têm a mutação genética e os 25% de chance foram fatais para o bebê, que sobreviveu apenas seis meses, depois de enfrentar seríssimos problemas de saúde. Eles só souberam que eram portadores dos genes da doença após a morte do bebê, quando se submeteram a um mapeamento genético. 
A doença é incurável e ter a mutação genética não significa ter a doença, pois ela é recessiva - não se manifesta, mas pode ser transmitida aos descendentes. Antes de engravidar novamente, o casal iniciou o processo com uma consulta de aconselhamento genético. A ideia era conceber um bebê livre da fibrose cística, um desejo absolutamente natural. A recomendação foi fazer uma FIV, fertilização in vitro, para que os embriões gerados pudessem ser mapeados geneticamente com o objetivo de detectar a alteração genética responsável pela doença. Os embriões livres da mutação foram implantados e nasceu uma linda garota, hoje com 3 anos de idade, perfeitamente saudável. 
Outro caso clínico que tem inúmeras similaridades é o de uma jovem de 28 anos que cresceu atormentada com a possibilidade de desenvolver o mesmo câncer de cólon que vitimou seu pai e dois tios. Há cerca de dois anos, ela resolveu submeter-se a um mapeamento genético e, sim, ela tem a modificação genética, herança da família, que poderá desenvolver-se no mesmo câncer que matou seu pai e tios. O resultado positivo não foi novidade para ela, mas trouxe alívio. Costumo dizer que, em se tratando de diagnóstico genético, o sim e o não tem o mesmo peso. Nesse caso, a identificação da mutação do gene vai alterar alguns hábitos de vida, pois a ela restam as medidas preventivas e o controle médico periódico. 
Estes dois casos ilustram como o mapeamento genético pode ser utilizado e por quem. Se um membro da sua família tem ou teve a doença genética, você é um sério candidato a fazer o mapeamento genético. Mesmo que tenha sido o seu avô, ou sua bisavó, ou ainda o tio-avô. Muitas vezes a doença se manifesta esporadicamente na família por meio de uma deficiência auditiva, de visão ou mesmo uma malformação de órgãos, em diferentes gerações. Nestes casos é importante fazer o mapeamento genético, seja para implementar as medidas preventivas (para que a doença permaneça em estado de latência), seja para impedir que sua prole seja afetada por aquela alteração genética. De qualquer forma, a importância da sessão de aconselhamento genético é enorme. É nessa consulta que todas as probabilidades serão avaliadas e os adequados testes serão recomendados. É onde tudo começa. 
O mapeamento genético é um poderoso meio de diagnóstico que rapidamente vem ocupando um importante espaço na medicina. A cada ano, centenas de genes associados a doenças específicas são descobertos e podem ser mapeados: do diabetes à doença de Alzheimer, passando por diversos tipos de câncer e doenças hereditárias. As modernas tecnologias de mapeamento genético conseguem detectar, com precisão muito próxima do absoluto (99,9999%) se a pessoa tem a predisposição para adquirir a doença ou se é portadora assintomática - e sem risco de desenvolver a doença -, mas com potencial de transmissão à sua descendência. Estas são indicações precisas e muito úteis do mapeamento genético, que muito em breve estará acessível a todos que dele precisarem, graças a tecnologias que permitem ler centenas de genes, identificando centenas de doenças, a custos cada vez menores. 
As estatísticas mostram que a necessidade de mapeamento genético é maior do que se imagina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 5% das gestações resultam no nascimento de uma criança com algum tipo de anomalia congênita, ou doença genética. Só as estatísticas da fibrose cística são suficientes para dar uma amostra do problema: 1798 registros da doença em 2010, no Brasil. 
Necessidades hereditárias à parte, a rigor, qualquer indivíduo pode solicitar um mapeamento genético. A questão é o que fazer com o resultado. Antes de tudo é preciso saber se você e a sua família querem realmente obter a informação, que pode ser um resultado positivo para determinada doença. Alguns pacientes estão definitivamente preparados para receber o "sim", e para compreender que a sua atitude em relação às medidas preventivas da doença, e consequente mudança de estilo de vida, fará a diferença entre ser feliz ou viver angustiados pelo medo. 

Vi noticias (#341)

Leandro diz que tinha sedativo usado em filho

Pai do menino Bernardo Boldrini admitiu que tinha no consultório, para uso nas endoscopias, o medicamento Midazolan, sedativo encontrado no menino
Leandro (D) também teve o habeas corpus negado pela JustiçaFacebook/Reprodução
A Band teve acesso ao depoimento que Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo Boldrini, prestou à polícia dois dias depois de ser preso. O médico admitiu que tinha no consultório para uso nas endoscopias o medicamento Midazolan, sedativo encontrado no corpo de Bernardo e que a madrasta admitiu ter usado para matar o menino. Leandro ainda afirmou aos investigadores que não percebeu a falta de nenhum remédio na sala de exames. Em outro trecho, o pai de Bernardo relata que quando estava sozinho com Graciele Ugulini, ela se referia ao menino como semente do mal.

Nesta terça-feira, o tribunal de justiça negou o pedido de habeas corpus de Leandro, solicitado pela defesa. O médico, a madrasta e uma amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, cúmplice confessa do crime, estão presos provisoriamente por suspeita de envolvimento na morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos, no dia 4 de abril. O corpo do garoto foi encontrado em um matagal em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos, no norte gaúcho, onde o garoto morava com a família. Duas delegadas que acompanham o caso estiveram hoje em Porto Alegre para uma reunião administrativa e aproveitaram para conversar com os peritos que estão finalizando os últimos laudos. A promessa é encerrar o inquérito em uma semana.
 
 

Entenda o caso

Bernardo foi encontrado morto no último dia 14 de abril no município de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos, no interior do Rio Grande do Sul. Ele estava enterrado em um matagal na área rural. Uma amiga de Graciele Ugolini, Edelvânia Wirganovicz, confessou para a polícia que ajudou a matar e enterrar o garoto junto com a madrasta de Bernardo, que teria planejado o crime. A polícia também acredita que o pai, Leandro Boldrini, esteja envolvido. Os três estão presos temporariamente. Estima-se que cerca de 80% do inquérito policial já foi concluído.

No dia 19 de Abril, a Justiça retirou dos pais a guarda da meia-irmã de Bernardo. A menina está sob os cuidados de uma tia, irmã de Graciele.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Coisa de mulher (#0098)

Aprenda quatro receitas para fazer do banho um ritual terapêutico
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Marina Oliveira e Rita Trevisan
Do UOL, em São Paulo
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    Um simples banho pode ajudar a recarregar as energias ou induzir ao sono Um simples banho pode ajudar a recarregar as energias ou induzir ao sono
Tomar banho é um hábito de higiene e, muitas vezes, uma atividade que fazemos sem pensar, no piloto automático. Porém, se planejado e preparado com cuidado, o banho pode ganhar status de ritual e provocar efeitos terapêuticos, ajudando a relaxar, a repor as forças depois de um dia difícil e até a purificar a pele.
Mas para colher os benefícios, é preciso criar um ambiente propício. "A luz precisa ser suave, para induzir ao desligamento. Pode-se aproveitar apenas a luz do sol que entra pela janela, ou, então, utilizar velas em volta da banheira ou do box", diz a perfumista Renata Ashcar, autora do livro "Banho - Histórias e Rituais" (Editora Grifo).
Em tempos de racionamento de água, é importante que os poucos minutos que serão dedicados ao banho sejam exclusivos, ou seja, que não ocorram interrupções ou distrações nesse meio tempo. Assim, telefones celulares e tablets devem ser desligados. Ao entrar no banheiro, também é importante separar tudo o que vai precisar, como toalhas, roupão de banho e roupas limpas.
A temperatura da água vai depender do propósito do banho. "Alternar o jato quente no chuveiro, por cerca de três minutos, com uma ducha fria de apenas alguns segundos, melhora a circulação, tonifica a pele e energiza", diz Renata. Já banhos mornos, entre 33ºC e 36ºC, têm efeito calmante e são recomendados a quem sofre de insônia e ansiedade.
A seguir, você confere quatro receitas de banhos sugeridas por Renata Ashcar e pela terapeuta holística Ozélia Carvalho,gerente do Spa do Costão do Santinho, em Florianópolis.

Banho relaxante
Ingredientes½ xícara (chá) de flores de lavanda ou 6 gotas de óleo essencial de lavanda
4 xícaras de água fervida
Como fazer na banheiraFerva a água, tire do fogo e coloque as flores ou o óleo essencial de lavanda; deixe descansar por 20 minutos. Encha a banheira e despeje a infusão na água. Relaxe no banho por 30 minutos.
Como fazer no chuveiroFerva a água, tire do fogo e coloque as flores ou o óleo essencial de lavanda; deixe descansar por 20 minutos. Após tomar o banho normal, despeje a infusão pelo corpo.
BenefíciosA lavanda tem propriedades sedativas e seu banho calmante é perfeito para reduzir o estresse no final do dia. O perfume sutil da lavanda também ajuda a induzir ao sono.

Banho para purificar a pele

Ingredientes
1 xícara (chá) de sal de Epsom (também conhecido como sal amargo)

Como fazer na banheiraEncha a banheira com água morna e despeje o sal. Relaxe por cerca de 30 minutos. Não use sabonete antes da imersão.
Como fazer no chuveiroColoque um pouco do sal de Epsom numa bucha vegetal e esfregue delicadamente pelo corpo. Depois, é só enxaguar.
BenefíciosO sal de Epsom é um composto mineral de magnésio com sulfato que ajuda a desintoxicar a pele e também a relaxar os músculos.

Banho energizante

Ingredientes
2 colheres (sopa) de óleo vegetal da sua preferência
½ xícara (chá) de folhas frescas de manjericão
8 gotas de óleo essencial de manjerona
½ xícara (chá) de folhas frescas de alecrim
½ xícara (chá) de folhas frescas de sálvia
4 xícaras de água fervente (só para o preparo em banheira)
Como fazer na banheira
Misture o óleo essencial de manjerona com o óleo vegetal. Pique delicadamente as ervas para liberar seus aromas, adicione-as à água fervente e deixe descansar por 20 minutos. Encha a banheira, misture a infusão e o óleo à água e relaxe por 30 minutos.
Como fazer no chuveiroPique delicadamente as ervas para liberar os aromas e misture-as com o óleo essencial de manjerona e o óleo vegetal. Acomode esses ingredientes sobre um tecido fino, como tule ou voal, e amarre no bocal do chuveiro com uma fita ou usando um elástico, formando uma trouxinha e deixando um espaço para a água cair. Selecione a temperatura morna e fique sob a ducha por alguns minutos.
BenefíciosNesta infusão de ervas, as propriedades estimulantes do manjericão, do alecrim e da sálvia também ajudam a aliviar músculos doloridos. O aroma ativo da manjerona acalma a mente.
Banho para descarregar as energias
Ingredientes1 xícara (chá) de sal fino do Himalaia
8 gotas do óleo essencial de sua preferência (só para o preparo em chuveiro)
Como fazer na banheiraEncha a banheira com água morna e despeje o sal. Relaxe na imersão por cerca de 30 minutos.
Como fazer no chuveiroAplique as gotas de óleo essencial sobre o sal, uma a uma, até formar uma mistura cremosa. Em seguida, coloque a mistura em uma esponja e esfregue delicadamente pelo corpo. Depois, é só enxaguar.
BenefíciosO sal é muito utilizado pelos terapeutas holísticos e ajuda a neutralizar energias negativas.

Coisa de mulher (#0097)

Identificar a fome emocional é o primeiro passo para livrar-se dela
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Rita Trevisan e Suzel Tunes
Do UOL, em São Paulo
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    Sensações de ansiedade e tristeza aumentam a vontade de comer alimentos mais calóricos Sensações de ansiedade e tristeza aumentam a vontade de comer alimentos mais calóricos
Depois de uma decepção amorosa, uma mulher afoga as mágoas em um pote de sorvete, sentada no sofá,em frente à TV. Você já deve ter visto uma cena dessas em algum filme. Afinal, o hábito de comer por impulso é tão comum que já virou clichê de comédia romântica.

Nos filminhos da tarde, tudo fica bem no final. Na vida real, porém, quem persiste nesse comportamento pode ter sérios problemas de coração –dessa vez, literais, causados pelo aumento dos níveis de colesterol, que podem prejudicar o sistema cardiovascular. E isso sem falar nos outros inúmeros males relacionados à obesidade.
Em geral, o impulso de comer em situações de tristeza ou ansiedade nasce de uma tentativa do nosso cérebro de voltar ao equilíbrio neuroquímico, que fica desestabilizado quando vivenciamos fortes emoções.

"Alimentos ricos em açúcar e gordura, como o chocolate, podem aumentar a quantidade de certas substâncias em nosso cérebro. Estamos falando da serotonina e das endorfinas, que estão ligadas à sensação de bem-estar e prazer", explica a médica Ana Carolina Nader Vasconcelos Messias, diretora da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) do Rio de Janeiro.
Adriano Segal, diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) explica que essas alterações químicas têm origem em um mecanismo ancestral de resposta aos estímulos de estresse.

"O estresse é compreendido pelo organismo como uma ameaça à vida. Para reagir, o organismo busca estocar energia e é por isso que acabamos recorrendo a alimentos mais energéticos, ou seja, mais calóricos", afirma. Esse mecanismo adaptativo foi importante para a sobrevivência humana no tempo das cavernas, quando havia pouca oferta alimentar. "No nosso tempo, porém, ele é bastante ruim", diz o psiquiatra.
O grande problema é que a memória dessas sensações agradáveis proporcionadas pelo alimento faz com que as pessoas tenham a tendência de repetir o hábito sempre que surge um momento de estresse, ansiedade ou tristeza. E o pior é que a ingestão dessa comida altamente calórica não sacia adequadamente a fome.
"A ingestão de alimentos ricos em açúcar ou que são rapidamente transformados em glicose promove uma grande liberação do hormônio insulina na corrente sanguínea. Só que, com a insulina alta, a pessoa sente ainda mais fome e mais vontade de consumir alimentos doces. Por esse motivo, a ingestão de alimentos que rapidamente se transformam em glicose pode levar a um círculo vicioso", diz a endocrinologista Ana Carolina.
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Conheça alguns mitos e verdades sobre transtornos alimentares 14 fotos

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Pessoas com bulimia podem ter "ataque de gula". VERDADE: ao mesmo tempo que tem enorme preocupação com a forma física, pessoas com bulimia podem comer compulsivamente e chegar a consumir até 5 mil calorias em uma única vez (a ingestão normal por dia é algo em torno de 2.500). No entanto, a culpa e o medo de engordar faz com que usem mecanismos compensatórios, como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física Leia mais Thinkstock/Arte UOL

Emoções positivas também podem deflagrar a compulsão

Mas não são apenas as emoções negativas que podem favorecer a ingestão de alimentos calóricos, sobretudo os doces. Estados emocionais positivos também podem ser gatilhos para a compulsão alimentar, conforme afirma estudo realizado em 2006, por pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Eles descobriram que o alimento pode ser utilizado para intensificar os sentimentos positivos, como uma parte importante do ritual de celebrar.
"Há vários estudos sobre algo que chamamos de 'emotional eating', ou 'comer emocional', numa tradução literal. A expressão se refere ao hábito de comer em demasia em resposta a vários estímulos, não só os negativos como também os positivos", declara o psiquiatra Adriano Segal.
Segundo Sidney Chioro, neurologista e professor de psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), as emoções formadas no sistema límbico, área que fica no centro do cérebro, podem agir diretamente no hipotálamo, que é o centro da fome, gerando o impulso de comer.
"As pessoas, em geral, não têm a informação de que a emoção é uma corrente elétrica cerebral, que se forma no sistema límbico e, como qualquer corrente elétrica, pode seguir o trajeto certo ou o errado. Se seguir o trajeto correto, para o córtex cerebral, vai levar a soluções. Agora, se seguir o trajeto errado, para onde for vai causar problemas", afirma o neurologista.
E para quem já caiu na armadilha de comer além da conta, por impulso, e agora deseja emagrecer, Chioro indica outras técnicas, que vão muito além da dieta. "Se a pessoa apenas restringe o cardápio, até perde peso, mas não vai permanecer magra. Sua emoção continuará sendo direcionada para o lugar errado, provocando o impulso de comer, e ela voltará a engordar".
Libertar-se desse impulso é possível quando se aprende a lidar com as emoções, garante o médico. "Há treinamentos e técnicas psicoterápicas que ajudam a pessoa a identificar suas emoções e a canalizá-las corretamente", diz.
"O nutricionista pode ajudar a pessoa a separar as sensações físicas de fome e saciedade de outras necessidades ou impulsos para comer, como cansaço, raiva ou tédio. Já o terapeuta ou psicólogo pode ajudar a pessoa a pensar o que fazer com essas sensações", completa Cézar Vicente Jr, nutricionista do Genta (Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares), de São Paulo.
Abaixo, confira alguns sinais característicos da fome emocional e física, que ajudam a diferenciá-las com mais facilidade*:
Fome emocional:
Aparece repentinamente;
Envolve o desejo por um sabor ou um alimento específico;
Ocorre independentemente da última refeição;
Pode não desaparecer mesmo quando o estômago está cheio;
Desperta sentimento de culpa depois de ser satisfeita. 
Fome física:
Aumenta gradualmente;
É menos seletiva, se satisfaz com diversos tipos de comida;
Ocorre três a quatro horas após a última refeição;
Some quando o organismo está saciado;
Desperta sentimento de bem-estar quando é saciada.

Coisa de mulher (#0096)

Primeira impressão não precisa ser a que fica; cogite uma nova chance
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Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
  • Bianca Lucchesi/UOL
    A primeira impressão é a mais marcante, mas não precisa ser necessariamente a definitiva A primeira impressão é a mais marcante, mas não precisa ser necessariamente a definitiva
Se você costuma dizer que bastam alguns minutos de conversa para traçar a personalidade de alguém, precisa rever os seus conceitos –principalmente se for do tipo que volta e meia antipatiza com as pessoas à primeira vista. A primeira impressão não precisa ser, necessariamente, a definitiva. Dar uma segunda chance a alguém de lhe impressionar de forma positiva pode render boas surpresas.
De acordo com a psicóloga Mariana Iannuzzi, especializada em consultoria de imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology of New York), instituição de ensino superior nos Estados Unidos, nosso cérebro funciona baseado em padrões conhecidos, provenientes de experiências.

"A primeira impressão até pode não ser a que realmente fica, mas com certeza é a mais marcante. Quando temos uma primeira má impressão sobre alguém, nosso cérebro entende aquela pessoa como negativa nas situações seguintes. Por isso, refazer a programação requer tempo, esforço e persistência", diz.

Mas é bom analisar se a sensação negativa em relação à outra pessoa vem baseada em julgamentos precipitados. "Ela pode, por exemplo, ter uma semelhança física ou de comportamento com alguém que lhe fez mal no passado. Nesses casos, o resultado é você ficar na defensiva", exemplifica a psicóloga Heloisa Schauff.

Quando os valores demonstrados pela outra pessoa também são diferentes dos seus há o risco de antipatia imediata, também. "É essencial observar as pessoas com calma antes de julgá-las", fala Mariana.
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Linguagem corporal ajuda a seduzir e a decifrar se sua investida está funcionando23 fotos

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Para saber como usar a linguagem corporal a seu favor para conquistar mulheres, clique à esquerda. Para conquistar homens, clique à direita. Com consultoria dos especialistas em linguagem corporal Giovanni Mileo, do psicólogo e mestre em cognição e linguagem João Oliveira e de Paulo Sergio de Camargo, autor de "Linguagem Corporal: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais" (Ed. Summus). Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Orlando/UOL

As aparências enganam

Segundo Heloisa, quando conversamos com alguém, é de praxe tentarmos descobrir o que a outra pessoa está pensando ou sentindo. "O inconsciente vai percebendo e captando as expressões faciais, e não o que está sendo dito. Por vezes, a pessoa pode notar um sorriso falso ou uma expressão no olhar que não parece sincera", diz.
Mas as aparências enganam. É preciso ter cuidado para não haver equívocos, pois o outro pode estar tentando disfarçar um mau humor ou uma tristeza. A cara de "poucos amigos" nem sempre tem a ver com o interlocutor, mas ser reflexo de um dia ruim.
É fundamental ter cuidado e fugir de equívocos calcados em estereótipos. Um clássico exemplo é os dos tímidos, que muitas vezes acabam gerando uma impressão distorcida de arrogância ou antipatia.

"A falta de habilidade na comunicação pode parecer proposital, o que leva os outros a fazerem uma interpretação distorcida", conta a psicóloga Triana Portal, que completa: "Há indivíduos que se apresentam combativos, cheios de opiniões diretas, francas, falando alto e impondo suas idéias. Esses também causam impacto, mas conseguem se sair melhor do que os mais contidos. Já as pessoas que exageram na extroversão e nas emoções podem parecer fúteis e falsas".

Como é difícil saber todas essas sutilezas, reflita antes de firmar uma impressão. E dê uma segunda chance. Pode até acontecer de a imagem negativa ser reforçada, mas, nesse caso, você terá certeza de que não foi uma opinião gratuita. "Dê tempo para que a primeira impressão possa se confirmar ou se modificar. É preciso flexibilidade para mudar as impressões iniciais", fala Heloisa.

Para Triana, em alguns casos, nossas expectativas são altas demais –daí a tendência é ver de forma negativa aquilo que não corresponde ao que existe somente em nossa cabeça. "A probabilidade é que a realidade sempre se apresente de forma atenuada. Se esperamos muito, sempre o que virá será pouco. Não estou pregando que devemos desprezar nossos mecanismos instintivos de alerta, de repulsa, mas, sim, tentar entender, refletir sobre o que desencadeou uma emoção ruim", diz.
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Interprete olhares e saiba o que as pessoas realmente estão pensando17 fotos

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Nem sempre as pessoas dizem o que realmente estão pensando. Mas, com atenção, é possível interpretar o que elas sentem por meio dos olhares. "O olhar é um ótimo indicador das emoções", afirma o filósofo e especialista em linguagem corporal Ronaldo Antonio Cavalli, que ministra cursos na área. Para saber os significados de cada tipo de olhar, o UOL conversou também com o psicólogo e mestre em cognição e linguagem João Oliveira, autor de "Saiba Quem Está à sua Frente" (Ed. Wak) e o especialista em linguagem corporal Paulo Sergio de Camargo, autor de "Linguagem Corporal: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais" (Ed. Summus). Veja, a seguir, o que cada tipo de olhar realmente quer dizer. Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Jeff/UOL

Não quer causar má impressão?

E quando é você que tem a sensação de que não causou uma boa impressão e gostaria de ter uma segunda chance para mudar isso? Saiba que quem costuma transmitir uma imagem positiva interessar-se sinceramente pelos outros, faz elogios genuínos, sorri, chama pelo nome, fala de modo amigável, ouve mais do que fala durante uma conversa e respeita as opiniões divergentes.

"Mas claro que tudo isso tem de ser autêntico, caso contrário, a impressão negativa com certeza se confirmará", fala Heloisa. Mudar uma impressão ruim, de acordo com Triana Portal, é mais fácil na vida pessoal e amorosa do que em um ambiente profissional.

"Um primeiro encontro péssimo, por exemplo, pode ser resultado da ansiedade ou do nervosismo do pretendente, de problemas no trabalho ou outras questões. Quando não temos intimidade, não contabilizamos isso tudo. Enxergamos uma tela em que projetamos muito de nós mesmos e às vezes menos de realidade", diz.
A psicóloga Mariana Iannuzzi conta que as emoções são as principais responsáveis por transmitir mensagem ambíguas ou confusas nessas situações. "Os gestos, a expressão facial e o movimento do corpo nos denunciam. Por isso, saber o máximo de informações sobre a situação e, principalmente, qual é o seu objetivo naquele contexto, é o princípio para uma primeira impressão positiva. Assim, é possível se preparar", explica. Visualizar a situação e mentalizar como gostaria que ela acontecesse é uma boa estratégia.